Um trinômio formado por volume, luz e sombra pode ser
considerado uma das bases de qualquer trabalho em arquitetura e interiores.
Nesse caso podemos ler por volume a própria arquitetura ou design de interiores
ou mesmo o design de produtos.
Não há volume sem luz, e não há luz sem sombras.
Não pretendo descrever o funcionamento do olho humano e nem mesmo
detalhar como ele percebe a luz, mas para se pensar a iluminação é fundamental
saber dominar o uso e a aplicação correta do contraste em um ambiente.
Para entender melhor precisamos nos familiarizar com um dos
conceitos mais subjetivos da iluminação: a
luminância.
A luminância é um
conceito abstrato, mas para simplificar bastante podemos descrevê-la como a
maneira com que o olho percebe a luz. Dessa forma a luz que incide sobre o olho
humano cria como resposta a sensação de brilho.
O brilho é resultado da combinação de três fatores:
- Da intensidade de luz que incide sob uma área da retina em um determinado espaço de tempo;
- Da intensidade de luz à qual a retina foi submetida recentemente;
- E das intensidades de luz incidentes nas demais áreas da retina, o contraste.
Ao definirmos a iluminação de um ambiente é fundamental definirmos
também as áreas de luz e de sombra, pois a diferença entre esses valores é determinará
a percepção visual desse ambiente.
Então quando você pensar em como iluminar a sua sala, seu
quarto ou mesmo seu jardim, pense no que você pretende destacar, sejam áreas
específicas ou objetos. A luz cria uma hierarquia natural no espaço, determina
os locais a serem olhados, os caminhos a serem seguidos forma uma escala de
importâncias.
Um objeto parecerá naturalmente mais intenso e definido se as
áreas ao seu redor forem mais escuras.
Uma receita básica quando se atribui valores de luz e sombra
é observar que quanto maior o contraste percebido maior a carga de estímulos às
pessoas, e da mesma forma um ambiente mais homogêneo com baixos níveis de
contraste tenderá a reduzir esses estímulos.
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| Exemplos de iluminação com baixos níveis de contraste imagens: http://www.indoor-architecture.com |
Se o projeto de arquitetura e/ou interiores já são compostos
naturalmente por elementos que criem esses estímulos, como excesso de
informações visuais, grande variação de cores e formas é importante se
cauteloso na aplicação de luz e sombra. Em contrapartida o oposto também é
verdadeiro. É claro que como toda regra tem sua exceção, a prática permitirá
maiores ousadias.
O nível de estímulos define o comportamento e o humor das
pessoas.
Observe a partir de agora todos os ambientes que estiver sob esse aspecto. Note por exemplo que ambientes em que haja uma intenção de neutralidade, foco, concentração e relaxamento como agências bancárias, supermercados, portarias, grandes escritórios, cozinhas, uma sala de leituras o contraste é reduzido. Para isso se utiliza uma iluminação geral difusa e uniforme em proporção significativamente maior à luz focada.
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| Exemplo de iluminação com altos níveis de contraste Projeto: be.bo. / imagem: www.bebo.etc.br |
Observe a partir de agora todos os ambientes que estiver sob esse aspecto. Note por exemplo que ambientes em que haja uma intenção de neutralidade, foco, concentração e relaxamento como agências bancárias, supermercados, portarias, grandes escritórios, cozinhas, uma sala de leituras o contraste é reduzido. Para isso se utiliza uma iluminação geral difusa e uniforme em proporção significativamente maior à luz focada.
Em ambientes como uma sala de estar, um restaurante, uma loja
de roupas ou um jardim a intenção é aumentar a carga dramática do ambiente
reduzindo a iluminação geral e ampliando os pontos de luz focada o que gera
áreas de interesse natural através do aumento do contraste.
É importante observar que não entro nesse post no aspecto dos diferentes níveis de luminosidade o que sem dúvida interfere na percepção da luz. Isso é assunto para mais adiante.
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| Exemplo de iluminação com altos níveis de contraste Projeto: LD Studio / imagem: www.ldstudio.com.br |
É importante observar que não entro nesse post no aspecto dos diferentes níveis de luminosidade o que sem dúvida interfere na percepção da luz. Isso é assunto para mais adiante.
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Se você quiser saber um pouco mais sobre os conceitos e
grandezas da iluminação pode acessar o link abaixo que direciona ao site da
Philips com boas informações a respeito.
Até o próximo post.




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