quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014

Iluminando com Sancas (parte 1)

Em meu último post dei uma “pincelada” rápida sobre alguns expedientes e ferramentas de iluminação, e o primeiro deles foi a sanca. 

Vou falar um pouco mais sobre isso.

O que são sancas?

A sanca é um recurso extremamente versátil aplicado na chamada por alguns “arquitetura de teto”. Abrindo um pequeno parêntese para entendermos melhor esse termo, a arquitetura de teto como o nome sugere, trata-se do estudo do layout do teto como elemento espacial. Embora o termo não seja propriamente desconhecido da maioria dos profissionais, ainda não é plenamente utilizado e muito menos conhecido do grande público.

Originalmente as sancas aparecem como molduras e adorno no encontro do teto com as paredes de um ambiente.

Com o surgimento e evolução da iluminação elétrica rapidamente se percebeu o potencial das sancas como ponto de emissão de luz, particularmente em função da sua posição estratégica, e a partir disso seu uso tem crescido juntamente com as novas técnicas de construção.

Atualmente somando ao conceito original descrito no parágrafo anterior podemos acrescentar que sancas são volumes negativos ou positivos apresentados no teto. Geralmente feitas em rebaixamentos de teto em gesso, embora sejam utilizados diversos outros materiais, é possível encontrá-las em construções mais antigas feitas até mesmo em concreto, o que não é mais visto atualmente.

O foco da minha abordagem entretanto é o da iluminação e não o construtivo. De qualquer modo vamos conhecer os tipos mais comuns de sancas.

Sanca Fechada:

A sanca fechada é basicamente é uma caixa aplicada ao perímetro do ambiente. Como não há aberturas o único recurso disponível para a iluminação é através da colocação de embutidos. Nesse caso é importante sempre antes de comprar as luminárias verificar a distância do forro de gesso à laje para garantir que a peça caiba com folga e tenha a ventilação adequada.

Sendo assim a iluminação será sempre direta, ou seja, do teto para o chão.

Sanca Fechada com embutidos (luz direta)
imagem: www.silgesso.com.br

Sanca Fechada com embutidos (luz direta)
imagem: www.silgesso.com.br


Sanca Aberta:

A sanca aberta consiste basicamente em uma bandeja, que assim como a sanca fechada é aplicada ao perímetro do cômodo, que pode ser utilizada para abrigar pontos de iluminação. Existem diversos tipos de lâmpadas que podem ser utilizadas em sancas abertas, claro que cada uma com sua característica específica.

A sanca aberta sempre irá gerar uma iluminação indireta, ou seja, a luz emitida pelas lâmpadas rebaterá no teto e refletirá sobre o resto do ambiente. A característica principal desse tipo de iluminação é a difusão e a suavidade da luz. É uma iluminação bastante eficiente como luz geral e ao mesmo tempo relaxante.

Sanca Aberta (luz indireta)
imagem: www.ldstudio.com.br

Sanca Aberta (luz indireta)
imagem: gessomarcondes.blogspot.com.br

Sanca Invertida:

A sanca invertida ao invés de partir da parede para o teto parte do teto para a parede. Sancas invertidas também podem ser abertas ou fechadas e nesses casos os resultados obtidos com a iluminação serão os mesmos.

Sanca Invertida com iluminação (luz indireta)
imagem: www.studioiluz.com.br
Sanca Invertida com iluminação (luz indireta)
imagem: spotluzeconceito.blogspot.com.br/


Uma particularidade com relação à esse tipo de sanca é que ao instalar uma sanca invertida aberta com iluminação junto a uma parede o rebatimento da luz se dará nessa parede, o que chamamos de “lavar” a parede com luz ou como alguns preferem, wall wash em inglês. Esse efeito é muito impactante e pode ser utilizado como elemento de destaque.

Efeito Wall Wash (luz indireta)
imagem: luzedesign.blogspot.com.br


Duas observações nesse caso. Se for aplicar a uma parede, certifique-se que a mesma esteja muito bem acabada e pintada, sem marcas ou desníveis. A luz gerada nessa situação destaca qualquer imperfeição. Esse recurso também fica muito interessante se ao invés de aplicar a uma parede aplicar a cortinas.

Certamente você irá encontrar outras nomenclaturas e derivações das classificações apresentadas aqui já que não existe uma normatização sobre o tema. Seja como for, importante é se ter uma noção das possibilidades desse recurso

Ainda vou me aprofundar nesse tema novamente e falar mais detalhadamente sobre dimensionamentos, tipos de lâmpadas a algo mais.

Mas isso fica para outro post.

Obrigado e até a próxima.





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